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Livros que falam Sobre Livros & Afins
| 15 de setembro de 2011 às 12:00 PM

Título: Paula Brito – Editor, Poeta e Artífice das Letras - Organizadores: José de Paulo Ramos Jr., Plinio Martins Filho e Marisa Midori Deaect -
Editora: Edusp/Com-Arte -
Paula Brito – Editor, Poeta e Artífice das Letras 
Publicado em parceria com a Com-Arte, o livro ilustra e confirma a importância de Paula Brito, tipógrafo que se tornou, segundo Machado de Assis, o “primeiro editor digno deste nome que houve entre nós”. Apesar de a atividade editorial ser sua atividade mais conhecida, os ensaios deste livro nos mostram que Paula Brito atuou também em outras áreas: foi pioneiro do jornalismo cultural brasileiro com o jornal A Marmota, foi o primeiro empresário negro do país e também poeta, sendo sua produção literária investigada criticamente pela primeira vez. No final do livro, também há uma síntese de sua produção editorial, com um catálogo elaborado a partir do trabalho de Eunice Ribeiro Gondim. Ao ler este livro, o leitor poderá conhecer melhor a história desse ilustre brasileiro, merecedor de reconhecimento mesmo após quase 150 anos de sua morte, data que será completada em 2011.
O livro analisa o trabalho e a obra de Francisco Paulo Brito, considerado o primeiro editor brasileiro, que editou autores como Machado de Assis, Casimiro de Abreu, José de Alencar e Basílio da Gama.
“Foi como editor e tipógrafo que Paula Brito ganhou fama e legou uma importante herança literária, desde que começou com sua Empresa Tipográfica Dois De Dezembro e passou a publicar alguns dos principais nomes das letras da época, além de inúmeros periódicos que marcaram época. Desses talvez o mais conhecido tenha sido o bissemanal A Marmota – que antes havia se chamado A Marmota na Corte e A Marmota Fluminense. Originalmente, tratava-se de uma publicação voltada para mulheres e com o intuito de ensinar bons modos e uma certa erudição às suas leitoras. Mas sempre de forma humorística...” descreve o jornalista Marcello Rollemberg – Jornal da USP – 1º de maio de 2011.
Com a organização do professor José De Paula Ramos Jr., doutor em Literatura pela USP e dedica-se ao estudo da ecdótica e à publicação de edições fidedignas de importantes obras literárias. Marisa Midori Deaecto, doutora em História pela USP e possui pesquisas relacionadas à história do livro e da edição no Brasil dos séculos XIX e XX. Plínio Martins Filho, doutor em Editoração pela USP, coordenador do curso de Editoração da mesma instituição e diretor-presidente da Edusp; a obra da “Coleção Memória Editorial” busca homenagear Paula Brito, que há muito estava esquecido.


Título: A menina que roubava livros -
Autor: Markus Zusak -
Editora: Intrínseca -
A menina que roubava livros
A menina que roubava livros tem uma narradora macabra, mas não tem a morte como seu principal tema. É um passeio pelo medo e pela coragem, pela crueldade e pela generosidade. Celebra o poder da língua e da palavra e conta pequenas histórias que definem a existência de seres humanos comuns de almas raras e grandiosas. A sobrevivente chama-se Liesel Meminger, uma menina que, abandonada pela mãe para não morrer, como ela, nas mãos dos nazistas, acaba entregue a um casal alemão numa cidadezinha perto de Munique, em 1939. Entre este ano e 1943, por três vezes Liesel encontrou a morte e por três vezes a venceu. A narradora, derrotada, explica: “É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas, uma menina, algumas palavras, um acordeonista, uns alemães fanáticos, um lutador judeu e uma porção de roubos...” mas quando a morte conta uma história você deve parar para ouvir. O primeiro roubo, quase por acaso, aconteceu numa tempestade de neve, quando Liesel assistiu ao enterro do irmão mais novo, e lhe caiu às mãos um livro bizarro – O Manual do Coveiro. O segundo, ela resgatou de uma fogueira da juventude hitlerista. E assim foram muitos outros. Em alguns países foi lançado como um livro para jovens; em outros, como um livro para adultos. Os críticos americanos e ingleses são unânimes: deve ser lido por ambos.


Título: Sobre o Livro e o Escrever
Autor: Delmino Gritti
Editora: Maneco
Sobre o Livro e o Escrever
O autor mostra a ligação entre o escritor e a leitura e descreve o quanto é importante aprender a captar o sentido das palavras. A obra apresenta poemas, parte de livros e fala de escritores para a melhor compreensão do mundo oculto da leitura. Uma coletânea de informações, de grandes frases de autores que vão de Cervantes a Borges, de Horácio a Mário Quintana, de Kafka a Groucho Marx. Toda esta compilação é fruto de leituras de todos os anos em que o autor trabalhou como livreiro. Anotava sempre uma citação interessante e muitas vezes proveitosos textos em que aplicava no dia-a-dia. Muitas destas aparecem em espanhol e francês, sendo mantidas a língua original, em parte devido à facilidade de compreensão da língua e por outro lado, por razões de necessidade de estudos destas mesmas línguas nas escolas e universidades. Por esses tempos que muitos falam em desaparição do livro, o autor teve a ideia de reunir todos estes textos pensando para os poucos livreiros que ainda restam neste país tão pobre em ideias e também para os leitores (poucos também), que sentem a necessidade permanente do assombro. É uma espécie de pedra no caminho desta mudança tecnológica, já que nos obriga a refletir sobre o nosso companheiro silencioso de todas as horas, discretíssimo, que não abre a boca senão quando nos dispomos a falar com ele. O livro sempre será aceito em papel, não importa os avanços da sociedade, pois ele é um reduto da liberdade, “podem calar um homem, mas dificilmente se consegue calar um livro.”

"Livros que falam sobre Livros & Afins" é coluna fixa da Revista ANL - Associação Nacional de Livrarias. Confira a revista na íntegra clicando aqui.

 

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