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A princesa que não sabia chorar - Trecho do Livro
| 7 de abril de 2011 às 6:21 PM


Sinopse: Um jardim aquático diferente (mas que funcionava como todos os outros) e uma sorridente e intrigante flor, que afinal nem era flor. Uma gotinha, aliás, uma Gota-Menina que em seu nascimento primaveril foi recebida por um acolhedor sorriso ajardinado. Uma família real, composta por um bondoso rei, sua rainha e uma princesa de olhos infinitos, vivendo em um palácio de areia (e palácios assim podem ser dissolvidos?).
Princesinha com preocupações sociais e o coração mental repleto de projetos. Esbanjando alegria, mas com um segredo, um problema enorme, insondável, que apertava o seu coração. Peso insuportável. Ela não sabia algo, bem tentou aprender, mas para certas coisas não há aprendizados apressados.
Um dia chegou um sujeito comum que era especial. Nem bonito era, nem tinha assim tanta nobreza, mas era deveras especial, por causa da sua cor. O encontro entre ele e a princesa só podia levar a uma paixão imediata. Para ela, bastou piscar os olhos e, pronto, estava irremediavelmente apaixonada pelo aventureiro de olhar comprido sempre envolvido com o mais distante horizonte. Ele? Tentou resistir, mas...
Naquele reino das profundezas azuis, a filha da realeza tinha um problema inconsolável, um mistério. Protagonista de uma história de amor, “cabelo de algas” era observada pela gotinha, que recebia da flor (que não era propriamente uma flor) uma intrigante resposta: “É preciso esperar pelo momento certo”. Há também para a amizade uma hora adequada?
E Gota-Menina acatou a sabedoria do conselho no reino das possibilidades infinitas. Tudo lá era como o mar: infinito: O namoro da princesa de olhos urgentes de marejar, que tinha um problema aparentemente insolúvel, com o forasteiro de olhos sempre prontos para atender ao chamado da aventura...
Eis os personagens entrelaçados (flor que não é flor, jardim absolutamente diferente, sereia, cavalo-marinho, Gota-Menina...), que vão brotando um por um nos ingredientes da história erguida na sensibilidade da autora, que nos remete aos segredos que só o mais fundo do mar pode guardar. O ponto de partida é “os mistérios que não morrem”.
Se em algum reino terrestre houve um dia um menino-rei que não sabia sorrir, num certo reino vivia alguém com um peso dentro de si. As mágoas (mágoa é sempre má água) e as tristezas não podem permanecer aprisionadas lá dentro. E só uma gota frágil e delicada, portadora da sabedoria do olhar, é quem na hora certa conseguiria...
Com habilidade de tecelã a autora vai conduzindo o pequeno leitor com um fio que ao ser desenrolado empina a imaginação danada de curiosa.
A obra é ilustrada por Ana Terra em águas de verdes, azuis, amarelos e róseos. (A seguir o primeiro capítulo. Se necessário para melhor visualização clique no texto e amplie.)

Autor: Manô Barbieri
Ilustrador: Ana Terra
Editora: Editora Cia. dos Livros



 

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